China denuncia EUA por ‘espalhar terror’ por meio do coronavírus
Por Valdo Santos - Jornalista
A China acusou os Estados Unidos de propagarem ‘onda de pânico’ no mundo sobre o princípio de epidemia causado pelo novo coronavírus. A chanceler do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Hua Chunying, denunciou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, que o governo estadunidense espalha medo sobre o surto e não colabora com os chineses para conter o contágio do vírus.
“O governo norte-americano não ofereceu nenhuma assistência significativa à China, pelo contrário, foi o primeiro a evacuar sua equipe consular de Wuhan, o primeiro a expressar o desejo de transferir parte do pessoal de sua embaixada da China, o primeiro a proibir a entrada aos Estados Unidos de todos os cidadãos chineses depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendar não impor restrições a viagens e comércio com a China”, afirmou Chunying em reportagem publicada na Sputnik.
A agência russa lembra do início do surto e faz um levantamento dos números de contaminados e de pessoas mortas. “Um novo coronavírus, detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan no final de 2019 e classificado como 2019-nCoV, provocou até o momento mais de 17.000 casos confirmados, em sua maioria na China, e 362 mortes, tendo sido uma fora do gigante asiático”, apontou o site.
Mesmo não recomendando a restrição de viagens de pessoas e de trânsitos de mercadorias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou emergência internacional, no dia 30 de janeiro, para evitar uma possível propagação do coronavírus. “No entanto, diversos países suspenderam conexões aéreas com a China, repatriando seus cidadãos e anunciando restrições para turistas procedentes da nação mais populosa do mundo”, destaca o portal russo.
Conforme especialistas, os EUA e outros países poderão se aproveitar dessa possível guerra comercial com a China, utilizando o surto do novo coronavírus para obter lucros. É o que relata do professor de finanças e economia, Kevin Dowd, da Durham University Business School, no Reino Unido, afirmando “que alguns países poderiam usar a epidemia em seu favor, exercendo pressão sobre a China”.
O professor britânico ainda lembra que a liberdade de circulação de chineses já foi restringida e que em breve esse procedimento também poderá ocorrer com mercadorias importadas daquele país oriental. “Se você for um protecionista sem escrúpulos procurando pretextos para impor barreiras alfandegárias à China, então o coronavírus se encaixa nisso. Gostaria muito de pensar que os políticos não descerão tão baixo, mas quando se trata de comércio, a experiência passada nos diz que vale tudo”, afirmou Dowd.
Para o pesquisador e cientista social da Associação das Liberdades Civis de Ontário, no Canadá, Denis Rancourt, “todas as pandemias históricas de gripe resultaram em um milhão de mortes ou mais”. Dessa maneira, “certa mídia parece agora estar exagerando, especialmente tendo em conta que o vírus não se mostrou até o momento tão mortífero quanto o propalado”, finaliza o cientista.
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Fonte: Sputnik Brasil
Fotos: reprodução da internet
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