Por que o 'nazista de estimação' de Bolsonaro caiu?


Por Valdo Santos - Jornalista

O ‘Seu Jair’ Bolsonaro só demitiu o secretário de Cultura de seu desgoverno, Roberto Alvim, nesta sexta-feira, 17 de janeiro, porque foi pressionado pelo embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, chancelado pela comunidade israelita, composta por grande parte de empresários brasileiros.

Após a conversa do representante do governo de Israel com Bolsonaro, o secretário nazista foi demitido. O motivo foi por Alvim ter publicado um vídeo nas mídias sociais, baseado na ideologia do ministro da Propaganda Nazista de Hitler, Joseph Goebbels.

A jornalista Mônica Bergamo, da Folha da São Paulo, relata que “Shelley falou diretamente com Bolsonaro para expressar o incômodo da comunidade israelense no Brasil com a fala de Roberto Alvim, o que deve ter sido decisivo na exoneração do secretário”.

FORA, NAZISMO

Juristas acionam Roberto Alvim no MPF por apologia ao nazismo. Um grupo de advogados brasileiros encaminhou nesta sexta-feira, 17 de janeiro, representação ao Ministério Púbico Federal (MPF) para denunciar o agora ex-secretário da Cultura, Roberto Alvim, por promover e exortar o nazismo em vídeo publicado nas mídias sociais da instituição. Esses juristas justificam a representação, alegando que Alvim fez apologia ao nazismo.

Os juristas explicam que “aqui [no Brasil] nós temos leis claras no sentido da proibição de se veicular qualquer tipo de sentimento que pregue o nazismo. As atitudes do secretário continuam sendo passíveis de responsabilização, tanto que nós estamos encaminhando uma representação ao MPF para que ele verifique a prática de crime por parte do secretário”.

Foi com base na “Lei 7.716, de 1989, que define os crimes resultantes de preconceitos de raça, de cor e trata de propagandas discriminatórias que visem ofender raça, cor, etnia, religião”, que levou o grupo de advogados a entrar com representação ao MPF para que o ex-secretário responda pelas atitudes ilegais que teria cometido.

O grupo de advogados ainda faz referência à legislação brasileira, justificando que “tem um parágrafo específico, no artigo 20, que tipifica criminalmente a conduta de propagar ideias discriminatórias e propagandas com finalidades nazistas. A lei pune com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa quem veicular símbolos ou propagandas com finalidade específica de veicular ideias nazistas”.

MEDIDA ILEGAL

Ministério Público solicita ao TCU que cancele a contratação de militares da reserva pelo governo federal. Nesta sexta-feira, 17 de janeiro, o subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, fez um requirimento ao órgão para que o desgoverno Bolsonaro cancele a contratação de militares da reserva para prestar serviço no INSS.

O subprocurador-geral questiona a legalidade da medida, pois a contração pretende contemplar exclusivamente militares da reserva. “Ao meu ver, não pode haver o direcionamento da contratação para os militares da reserva, pois, nesse caso, é nítida a reserva de mercado que o governo federal está promovendo para remediar o impasse das filas de processos pendentes de análise”, argumentou Furtado.

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Fotos: reprodução da internet

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