Greve dos petroleiros começa no sábado, 1º de fevereiro



Por Valdo Santos - Jornalista 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou nesta terça-feira, 28 de janeiro, que os trabalhadores da Petrobras aprovaram greve a partir do próximo sábado, 1º de fevereiro. Os petroleiros cruzam os braços contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

Após a decisão das assembleias dos sindicatos regionais, a FUP comunicou a diretoria da Petrobras e subsidiárias sobre a aprovação da greve pela categoria, com início marcado a partir do primeiro minuto de sábado, 1 de fevereiro. A entidade também ressalta que os petroleiros garantirão o abastecimento de combustível no País.

Todo esse esforço da categoria é pela defesa e manutenção dos postos de trabalho e contra a privatização da Petrobras, pois, conforme relata a Federação, “a política agressiva do atual governo de privatização e fechamento de unidades estratégicas da Petrobras impacta os petroleiros, com demissões em massa e ataques a direitos pactuados em acordos, e também prejudica a população”, alegou a FUP.

A entidade dos petroleiros enfatiza que a Petrobras está por um longo tempo gerando riquezas e colaborando para o desenvolvimento do País. Mas, atualmente, “reduziu em mais de 50% os investimentos no Brasil. Os R$ 104,4 bilhões investidos pela empresa em 2013 despencaram para R$ 49,3 bilhões, em 2018. Uma queda de 53%”, disse a Federação.

Outro fator importante argumentado pela FUP é a falta de investimentos na estatal petrolífera. Dessa maneira, o setor está deixando de gerar mais de R$ 100 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Como consequência, 2,5 milhões de postos de trabalho foram fechados, o que representa 19% da atual taxa de desemprego. Só no Sistema Petrobras, foram mais de 270 mil demissões, entre trabalhadores próprios e terceirizados”, afirmou a entidade.

Resultados das assembleias de 13 sindicatos filiados à FUP:
Sindiquímica do Paraná – 100% de aprovação;
Sindipetro Unificado de São Paulo – 88% de aprovação;
Sindipetro do Paraná e Santa Catarina – 87% de aprovação;
Sindipetro de Pernambuco e Paraíba – 87% de aprovação;
Sindipetro de Minas Gerais – 86% de aprovação;
Sindipetro de Duque de Caxias – 86% de aprovação;
Sindipetro do Rio Grande do Norte – 84% de aprovação;
Sindipetro do Rio Grande do Sul – 74% de aprovação;
Sindipetro do Espírito Santo – 75% de aprovação;
Sindipetro do Amazonas – 74% de aprovação;
Sindipetro do Norte Fluminense – 73% de aprovação;
Sindipetro da Bahia – 56% de aprovação (34% de abstenção e 10% de rejeição);
Sindipetro do Ceará – 37% de aprovação (42% de abstenção e 21% de rejeição).

ASSISTA AO VÍDEO:

Fonte: FUP
Foto: reprodução da internet

Inscreva-se no Canal da Rede Esquerda, no YouTube, assista, curta e compartilhe nossas transmissões ao vivo e vídeos gravados neste link: https://bit.ly/2U6cia7 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quem leva a melhor no confronto de Inteligência Artificial?

DeepSeek ultrapassa ChatGPT

Inteligência Artificial Generativa pode ser utilizada para o bem ou para o mal