Bolsonaro usou fake news para se eleger, afirma consultoria


Por Valdo Santos - Jornalista

A reportagem publicada na revista Fórum nesta segunda-feira, 20 de janeiro, destaca que Brittany Kaiser, executiva da Cambridge Analytica, revelou durante entrevista à Veja que Jair Bolsonaro usou métodos ilegais para se eleger em 2018, tendo promovido grandes disparos de notícias falsas por meio do aplicativo WhatsApp. 

A executiva britânica disse que Bolsonaro utilizou práticas similares às de Donald Trump para se eleger nas eleições passadas. Usou a rede digital WhatsApp para persuadir eleitores a votar nele, por meio de grandes disparos de notícias falsas contra o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad.

“A principal diferença entre Bolsonaro e Trump foi a escolha da rede social como pivô para o disparo de fake news. Nos Estados Unidos, o Facebook foi a principal plataforma. Diferentemente de Trump, ele recorreu mais ao WhatsApp e não ao Facebook. De resto, foi muito parecido”, explicou Kaiser.

CADÊ A CAIXA-PRETA?

Bolsonaro gasta R$ 48 milhões para abrir caixa-preta do BNDES e auditoria contratada por ele afirma que não houve irregularidades no banco. Após quase dois anos de ataques violentos de Jair Bolsonaro contra diretores do BNDES, a auditoria informou que não foi encontrado nenhum tipo de irregularidade durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

A empresa estrangeira contratada com verba pública no valor de R$ 48 milhões, a Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, que subcontratou outra brasileira para executar o serviço, a Levy & Salomão, relata que “os documentos da época e as entrevistas realizadas não indicaram que as operações tenham sido motivadas por influência indevida sobre o banco, nem por corrupção ou pressão para conceder tratamento preferencial à JBS, à Bertin e à Eldorado”, afirma parte do relatório da auditoria realizada pela empresa contratada pelo ‘desgoverno’ Bolsonaro. 

NOVA VAZA JATO

O Intercept Brasil mostra como a Lava Jato usou o site 'O Antagonista' para interferir na escolha do presidente do Banco do Brasil. A reportagem publicada nesta segunda-feira, 20 de janeiro, denuncia que no fim de 2018 a Operação Lava Jato municiou com documentos exclusivos O Antagonista, site de extrema-direita e que dá suporte à força-tarefa, para influenciar na indicação do futuro presidente do banco estatal brasileiro.

“Em fins de 2018, a força-tarefa municiou com documentos o site comandado pelos jornalistas Diogo Mainardi, Mario Sabino e Claudio Dantas para alimentar notícias que evitassem que o ex-presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, ocupasse a presidência do banco. Monteiro era o nome mais forte entre os cotados para assumir o BB, uma escolha do ministro da Economia Paulo Guedes – a ele era dado o crédito por ter salvado as contas da Petrobras”, relata trecho da reportagem produzida pelo Intercept. 

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Fotos: reprodução da internet

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