Bolsonaro começa 2020 mentindo


Por Valdo Santos - Jornalista 

Durante o tradicional 'bate-papo furado' com simpatizantes e jornalistas, na saída do Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira, 2 de janeiro, Jair Bolsonaro mentiu ao dizer que reajustou o salário mínimo para 2020 além do que era praticado por meio da ‘lei do PT’. 

Bolsonaro cita esse dispositivo criado no governo do Partido dos Trabalhadores, referindo-se à Lei nº 12.382 sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff para 2012 a 2015, que regulamentou o reajuste do salário mínimo para esse período.

Esse regulamento determina que o reajuste do salário mínimo passe a levar em conta não apenas a inflação do ano anterior, mas também o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. 

Dessa maneira, o desgoverno Bolsonaro está mentindo porque se fosse usar a lei sancionada por Dilma, o reajuste do mínimo deveria ser de R$ 998 para R$ 1.045 e não para R$ 1.039 como decretou. Lembrando que o novo salário passou a vigorar a partir desta quarta-feira, 1º de janeiro.

SERES PERIGOSOS

Jornal The Guardian destaca que o desgoverno Bolsonaro é uma mistura de seres ‘desqualificados, lunáticos e perigosos’. A reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada nesta quinta-feira, 2 de janeiro, mostra uma lista de ‘personagens estranhas’ do desgoverno Bolsonaro. Essa nominata aponta as figuras consideradas toscas e inaptas para o cargo que ocupam. 

“Diga o que quiser sobre Bolsonaro, mas é preciso reconhecer seu raro talento em escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e/ou perigosas para os empregos”, enfatizou o jornalista Mauro Ventura, uma das fontes entrevistas.

Os jornalistas Tom Phillips e Dom Phillips, autores da reportagem, baseiam-se em quatro componentes do desgoverno Jair Bolsonaro: Filipe Martins (consultor de política externa), Roberto Alvim, (secretário especial de Cultura), Sérgio Camargo (Fundação Palmares) e Dante Mantovani (Funarte).

VOO DE GALINHA

‘Retomada do crescimento econômico é ilusão’, afirma o economista Denis Gimenez. A Rede Brasil Atual publicou reportagem nesta quinta-feira, 2 de janeiro, em que o professor Denis Gimenez (Unicamp) alerta que o crescimento da economia brasileira é apenas um frágil ‘voo de galinha’. 

O professor Denis Maracci Gimenez, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Univesidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que “é impossível sair da estagnação sem uma ação ordenada e estratégica do Estado”. 

O economista ainda enfatiza que em “nenhum país do mundo, em tempo nenhum da história, conseguiu recuperar e desenvolver sua economia, criar empregos decentes e promover alguma distribuição de renda sem um Estado atuante – e o pensamento de Guedes é criar um Estado ausente”, explicou Gimenez.

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Fotos: reprodução da internet

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